Concurso “Inventar a Alimentação do Futuro”

As equipas MasterChef Biológico e Ecomidas, das alunas de Biologia do 12º CCT, participaram no dia 13 de fevereiro na final do concurso *Inventar a Alimentação do Futuro*, na Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica do Porto com o propósito de defenderem uma alimentação saudável, sustentável e saborosa, com criatividade e conhecimento.

A equipa Ecomigas das alunas Maria Beatriz Silva, Maria Rita Santos e Mariana Martins apresentaram o prato Migas no Bico.

A equipa MasterChef Biológico formada pelas alunas Ana Carolina Lopes, Eva Santos e Maria Clara Marques, com o prato Lasanha da Horta foram as grandes vencedoras de prémio: *Receita do Ano (Secundário)Parabéns pela excelente representação do nosso Agrupamento.

Este evento foi notícia no jornal Público. Aqui fica um excerto da notícia do referido jornal:”…Há quatro anos que Universidade Católica do Porto põe alunos do secundário, e agora também do 9.º ano, a confecionar aquilo que anteveem ser a comida do futuro. A iniciativa da sua Escola Superior de Biotecnologia voltou a realizar-se, na sexta-feira, 13 de fevereiro, reunindo cerca de 80 alunos, finalistas que apresentaram 20 propostas. Várias equipas usaram urtigas e houve mais do que uma escola a deitar mão ao que havia nas hortas das famílias.
A equipa da Escola Secundária do Entroncamento viajou três horas numa camioneta cedida pela autarquia, por Leiria, por conta o corte de circulação na A1, mas terminou a tarde a reconhecer que a viagem penosa, que ainda teriam de repetir no regresso a casa, tinha valido a pena.
As alunas Ana Carolina Lopes, Eva Santos e Maria Clara Marques venceram o prémio Receita do Ano do Ensino Secundário com uma “lasanha da horta”. Foi a primeira vez que participaram, convenceu-as a professora de Biologia, Adelina Correia. “Decidimos fazer esta lasanha de lentilhas porque queríamos uma alternativa a pratos com proteína animal”, explicou Ana Carolina. A equipa fez “bolo do caco e batata de tremoços” para acompanhar.
“Fizemos literalmente tudo desde o início, o molho de tomate é caseiro, o bolo de caco também, o paté, a massa da lasanha foi feita em casa com batata-doce e farinha, e o molho que fizemos para substituir o bechamel, à base de caju e bebida vegetal, também”, detalhou a aluna, que se esqueceu de um ingrediente. “Faltam as urtigas”, ajudou a amiga Maria Clara.

“Na aula de Biologia, a professora fala-nos muitas vezes das Plantas Alimentícias Não Convencionais (PANC), e nós usámos aqui as urtigas, que são uma PANC. Estas vieram da horta da minha avó”, explicou-nos Maria Clara. Neste caso, a escolha das urtigas prendeu-se com o facto de elas serem uma boa fonte de proteína, explicou o trio, que andou a estudar o valor nutricional de cada ingrediente, e poderem compensar o facto de a lentilhas serem pouco proteicas. O tema faz parte do currículo de Biologia, quando este aborda a biotecnologia e a produção sustentável, mas “o mérito é todo das alunas”, comentou a professora Adelina Correia.
Avisa Maria Clara que as urtigas devem ser manuseadas com luvas — para quem não sabe: picam – e, depois, “é muito fácil”: “é só lavá-las muito bem e cozê-las com água a ferver durante dois minutos, e elas perderem esse efeito; depois podem comer-se à vontade”.
“É uma maneira de começarmos a integrar alimentos novos na nossa alimentação, é saudável e também porque nos preocuparmos com o meio ambiente. Associo o futuro a ser uma alimentação mais à base de plantas”, sublinhou, em jeito de remate, Ana Carolina.

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